Apesar dos desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores, o setor de beleza e cuidados pessoais mantém sua resiliência. De acordo com a análise da empresa de inteligência de mercado britânica, Euromonitor, o mercado global de beleza deve crescer 2% em 2026, com a manutenção da demanda por fragrâncias. Com isso, as vendas globais da indústria de beleza devem atingir US$ 590 bilhões em 2026 (preços ao consumidor). O patamar é próximo às previsões feitas antes do início dos conflitos no Oriente Médio, quando a consultoria apontava para um avanço de 2,5% neste ano.
O conflito envolvendo Israel, Irã e os EUA está gerando pressões prolongadas de custos nos mercados consumidores globais, impulsionadas pela disparada dos preços de energia, interrupções no transporte marítimo e danos à infraestrutura dos países produtores de óleo e gás na região.
Para a Euromonitor, diferentemente da pandemia de COVID-19, o impacto no crescimento não é motivado por um colapso na demanda, mas por uma inflação de custos persistente que está remodelando os setores de maneira desigual. As repercussões da guerra estão acelerando mudanças estruturais no comportamento do consumidor. No entanto, a Euromonitor reforça a sua visçao de que a indústria de beleza mantém sua resiliência, a despeito dos desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.
"A indústria de beleza e cuidados pessoais tem demonstrado uma resiliência notável. Em tempos de incerteza, os consumidores têm dado maior ênfase ao autocuidado, priorizando produtos de higiene e saúde, como itens para banho, perfumes e produtos de higiene bucal", afirmou Amna Abbas, consultora sênior da Euromonitor International.
Segundo o modelo de previsão setorial da Euromonitor International, mesmo que as interrupções no Estreito de Ormuz persistam até 2028, espera-se que as vendas globais de beleza e cuidados pessoais cresçam 1,8% em 2026. Caso o conflito seja resolvido ainda este ano, a previsão é de que o crescimento do setor chegue a 1,9%