Natura divulga atingimento antecipado de metas ESG

Relatório Integrado 2025 da companhia traz informações financeiras, reafirma a liderança em cosméticos e perfumaria na América Latina e 200 indicadores ESG

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O Relatório Integrado 2025 da Natura, lançado no último dia 11 de junho, detalha o desempenho financeiro e os impactos da empresa na economia, no meio ambiente e nas pessoas e pelos avanços no plano de se tornar um negócio 100% regenerativo até 2050.

No aspecto econômico, a receita líquida registrada no ano foi de R$ 22,2 bilhões, e o EBITDA recorrente de R$ 3,1 bilhões, com margem de 14,1%. O lucro líquido atingiu R$ 974 milhões (excluindo efeitos não recorrentes de desinvestimentos). Entre os marcos destacados pelo documento, está que, em 2025, a companhia concluiu a integração com a Avon na América Latina (Onda 2) e estabeleceu uma estrutura operacional mais ágil e eficiente. 

Na frente de inovação, a empresa concluiu a integração das áreas de P&D de Natura e Avon, e reduziu o time-to-market entre 20% e 40% por meio de plataformas tecnológicas integradas.

A companhia fechou 2025 como a maior companhia de perfumaria e cosméticos da América Latina (de acordo com dados da Euromonitor) e também reafirmou sua liderança em fragrâncias na região, figurando entre os cinco maiores players globais da categoria que representa a fatia de maior valor no segmento de Beleza e Cuidados Pessoais.

Além disso, em 2025, a Natura alcançou antecipadamente metas do seu Compromisso 2030.

A companhia atingiu 52 bioativos (bioingredientes da Amazônia) no portfólio, superando a meta de 49 ativos estabelecida para 2027 pelo seu sustainability-linked bond (um título de dívida cujas taxas de juros são atreladas ao cumprimento de metas ESG). A empresa também alcançou 30,1% de conteúdo plástico reciclado nas embalagens da marca Natura, superando com um ano de antecedência a meta de 25% prevista para 2026. Na Amazônia, a Natura expandiu a parceria para 46 comunidades agroextrativistas, superando a meta de 45 comunidades estabelecida para 2030. O volume de investimento direto nas comunidades Amazônicas atingiu R$ 62,39 milhões em 2025, uma evolução expressiva de 29% em comparação a 2024.

A companhia também consolidou avanços atingidos anteriormente, e registrou evoluções em sua agenda ESG. Entre os destaques, a companhia mantém, desde 2023, o compromisso de ter 50% de mulheres na liderança sênior, 100% de salário equitativo por gênero e raça, além de salário digno (living wage) ou superior para todas as pessoas colaboradores.

O impacto socioambiental positivo em 2025 foi o de R$ 86,8 bilhões, o equivalente a R$ 4 em valor social para cada R$ 1 de receita. A redução de emissões absolutas de carbono (escopos 1, 2 e 3) foram reduzidas em 17%  frente ao ano anterior. As formulações dos produtos enxaguáveis atingiram 94,7% de ingredientes renováveis e 97,6% de fórmulas biodegradáveis.

O que a Natura vai perseguir para o futuro?
O Relatório Integrado destaca também o lançamento da Visão 2025-2050: Caminhos para a Regeneração, quando a Natura assumiu metas ainda mais ambiciosas para gerar impacto positivo simultaneamente nos capitais financeiro, natural, social e humano. E se comprometeu a ser uma empresa 100% regenerativa até 2050.

O Relatório Integrado 2025 segue as normas da Global Reporting Initiative (GRI) e da IFRS Foundation, instituições que estabelecem os padrões globais para publicação de relatórios de auditoria, além de passar por um processo de asseguração externa. A Natura adota simultaneamente os principais frameworks globais de reporte de sustentabilidade, como GRI, SASB, TCFD, TNFD e CDP.
Para 2026, a Natura irá adotar os novos padrões IFRS S1 (sustentabilidade) e IFRS S2 (impactos climáticos), emitidos pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), cuja obrigatoriedade de adesão para os relatórios de 2026 foi derrubada pela CVM.

“A Natura foi a primeira empresa da América Latina e uma das pioneiras globalmente a adotar as normas GRI, em 2001. O objetivo do uso desse padrão nunca foi apenas o de informar, mas sim de promover um engajamento genuíno com a sociedade e com os diversos públicos em prol da sustentabilidade. Hoje adotamos simultaneamente os principais padrões internacionais de reporte, que oferecem parâmetros auditáveis e comparáveis para que o mercado e a sociedade passam acompanhar com transparência os indicadores do nosso compromisso em sermos um negócios 100% regenerativo até 2050”, afirma Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura. No segundo semestre deste ano, a Natura vai publicar a versão do Relatório Integrado no padrão IFRS S2 (Clima), o que a coloca entre as primeiras empresas do país a dar esse passo.

Os documentos podem ser acessados no site de Relações com Investidores da Natura.